15.06.2016

Diego Curvêlo fala sobre campanha finalista no Prêmio Profissionais do Ano 2016

O publicitário Diego Curvêlo, sócio da Martpet Comunicação, fala sobre a indicação da agência como finalista do 38º Prêmio Profissionais do Ano – Norte-Nordeste, com a campanha Carro de som, criada para o Cine PE. Com essa indicação, é a sexta vez que a Martpet tem seu nome escrito na lista dos finalistas. A agência também já conquistou a premiação três vezes, sendo uma delas para o próprio Cine PE. Na entrevista, Diego Curvêlo fala sobre a expectativa de conquistar mais uma vez o Profissionais do Ano, bem como sobre processo de criação da campanha e da importância de ser finalista com um trabalho criado para o Cine PE. Saiba mais acompanhando a entrevista:

Seabra Neto – Qual a sensação de ser finalista, mais uma vez, no Prêmio Profissionais do Ano?

Diego Curvêlo – Dá um orgulho danado, mas a maior emoção é a satisfação por ter trabalhado muito para criar e colocar na rua a campanha do Cine PE. Um trabalho que não foi só nosso, foi dos nossos grandes parceiros e amigos envolvidos. Para uma ideia acontecer, muitas pessoas precisam acreditar nela. Agradeço mais uma vez a todos que acreditaram.

Seabra Neto – Diante da possibilidade de vencer o Prêmio Profissionais do Ano, qual sua expectativa e quais são as chances da Martpet na competição?

Diego Curvêlo – A positividade tem que estar presente na nossa vida todos os dias. Acho que todos os finalistas têm boas chances, por isso prefiro não criar expectativas. Mas a torcida eu garanto que está grande.

Seabra Neto – Qual a importância de ser finalista com uma campanha para o Cine PE?

Diego Curvêlo – Imensa. Primeiro, por estarmos falando da cultura de Pernambuco e por valorizar o mercado cinematográfico. Segundo, por ser o cliente que mais nos deu indicações ao prêmio. Das seis vezes em que fomos finalistas, quatro foram com o Cine PE, que já levou um troféu para casa. Dá para imaginar o carinho que temos pelo Cine PE e pelos amigos Alfredo e Sandra Bertini?

Seabra Neto – Como foi o processo de criação da campanha e a aprovação do cliente?

Diego Curvêlo – Nossa! Essa história é longa. Mas vou tentar ser breve. A campanha era uma linha criativa que tinha sido apresentada para o festival de 2014, associando o cinema a Pernambuco. Uma ideia tão simples, aparentemente óbvia, mas que ninguém nunca tinha feito: transformar os bonecos de barro do Mestre Vitalino em personagens do cinema. O cliente tinha gostado muito da ideia, mas preferiu outra opção relacionada ao futebol, pois era ano de Copa do Mundo. Como eu apostava muito na ideia, decidi apresentá-la novamente no ano seguinte. Foi isso que eu fiz. E só apresentei essa ideia. Dessa vez, com um argumento muito poderoso: descobrimos que em 2015 a arte figurativa do Mestre Vitalino estava fazendo 100 anos. Se o cliente já gostava da ideia, com esse fato ela ganhou mais pertinência e relevância. Além de ter sido imediatamente aprovada, o Cine PE ainda prestou uma homenagem aos mestres ceramistas do Alto do Moura e à arte figurativa de Vitalino. Cultura homenageando cultura. Foi lindo! Porém, os filmes da campanha só foram criados e produzidos aos 45 minutos do segundo tempo. A ideia dos roteiros era outra, nós produzimos, sentimos que não ficou bom e decidimos criar e rodar tudo de novo. Foi uma campanha produzida na raça. Para você ter uma ideia: dos três filmes que produzimos, eu dirigi um e codirigi os outros dois. Ainda bem que deu certo (risos). Eu sempre digo para minha equipe e nas palestras que eu faço: Se o juiz ainda não apitou o final do jogo, dá pra fazer gol. Temos que acreditar, sempre. A gente acreditou e olha aí o resultado. Não ganhamos o campeonato, mas estamos na final. Agora é torcer.

Seabra Neto – Em sua opinião, o cliente tem essa mesma concepção (do publicitário) ao ver um trabalho premiado?

Diego Curvêlo – O cliente quer resultado positivo. Pode ser crescimento de mercado, visibilidade da marca, reconhecimento da sua performance criativa. Quando a gente cuida bem de uma ideia, ela retribui. Quando a gente realiza um trabalho comprometido com a excelência, todo mundo sai ganhando: o cliente, a agência e o consumidor. O mundo devolve o que você entrega.

Seabra Neto – Quantas vezes a Martpet já conquistou o Profissionais do Ano e qual a importância da premiação para a agência e seus clientes?

Diego Curvêlo – A Martpet já ganhou três vezes. Mas, como Edison Martins, meu sócio, já ganhou outros três antes de fundar a agência, temos seis troféus em casa. É o prêmio mais importante da propaganda nacional. Não preciso dizer mais nada, né?

Seabra Neto – Em sua visão, como publicitário e empresário, ganhar prêmios traz mais clientes para a agência?

Diego Curvêlo – Um prêmio traz reconhecimento, respeito e visibilidade. Se a gente não fosse finalista, não estaria fazendo esta matéria, por exemplo. O prêmio certamente é uma ferramenta para nos fortalecer no mercado e dar ainda mais autoridade para o que estamos construindo ao longo desses 20 anos. Tudo isso é fundamental na hora de prospectar um cliente.

Seabra Neto – Você acha que a crise econômica vem interfindo no mercado publicitário e, especialmente, no processo criativo?

Diego Curvêlo – A crise interfere em tudo. Interfere positivamente e negativamente. Mas como diria Bruce Lee: O que importa não é o que acontece, mas como você reage.

Seabra Neto – Para encerrar, qual sua avaliação, como criativo, sobre o Prêmio Profissionais do Ano?

Diego Curvêlo – Além de ser o mais importante do Brasil, é o mais respeitado dentro e fora do mercado publicitário. Quem ganha é sucesso de público e de crítica.

Confira a matéria completa no site do Mercado no Ar

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